Dirigir nunca esteve na minha lista de atividades prazerosas. Foi mais por necessidade que criei coragem para pegar o volante, mas não nego que essa decisão foi de enorme utilidade para mim e para outras pessoas, da família ou não.
Aquilo que no início me parecia tão difícil e demandava concentração, ousadia e capacidade para multitarefas, aos poucos foi passando para o modo automático.
Assim mesmo, quando a idade e a dificuldade física foram avançando, foi com alívio que me permiti parar de dirigir. Não me arrependi dessa escolha. Tenho caminhado mais e diminuído o estresse causado pelo trânsito, cada vez mais caótico.
Recentemente li, num texto da revista “Vida Simples”, algo que me chamou a atenção:
Mas um dia a gente entende que é preciso aprender a ficar no banco do passageiro. Confiar no caminho, no aprendizado e estar junto, sem tirar o volante de quem precisa dirigir”
Concordo plenamente porque isso não é só sobre a direção de veículos. Chega para todos nós o momento de aprender a ocupar o banco do passageiro, sem interferir nas decisões do motorista. Afinal, se nos esforçamos tanto, oramos por bênçãos de sabedoria e de discernimento, devemos confiar mais na educação que demos aos filhos. Especialmente, precisamos confiar e nos alegrar com a linda promessa do Senhor:
“Eu irei à tua frente e endireitarei os caminhos tortuosos” ( Isaías 45: 2)
Que assim seja para todos nós!
